O Tradicional Caldo Verde Português

Conhecida como uma das sete maravilhas gastronômicas portuguesas, se tornou uma sopa popular mundialmente

A sopa feita a base de couve e batatas teve sua produção iniciada no século XV em regiões do norte de Portugal, especialmente na província do Minho e Douro. Segundo a história, o caldo era preparado pelos trabalhadores do campo, que gostariam de oferecer aos seus convidados uma alimentação saborosa, com seus principais ingredientes. Porém, outros alimentos também eram incluídos na sopa como a mandioca e o chouriço, esse último por si só traz um contraste a composição do prato.

A receita foi se adaptando conforme ia passando por diferentes regiões. Contudo, se tornou tradição entre os portugueses, que hoje, costumam prepara-la nas noites frias de inverno. Geralmente o caldo é também acompanhado por broa de milho e, segundo pede a receita, um vinho para harmonizar. No Brasil, o caldo verde pode ser encontrado com alterações, apresentando outros ingredientes como o bacon e também a couve-manteiga, muito parecida com a couve-galega usada na receita original. Outro exemplo de adaptação da receita original que podemos ver é o caldo verde light.


E para você que gosta de preparar saborosas receitas como esta, é importante se atentar ao processo de seleção dos alimentos. Procure aqueles que são providos de uma agricultura sustentável, buscando a qualidade da refeição e tendo em vista o cuidado com o meio ambiente.

Enfim, deixo o meu convite para vir até o Restaurante Vila Chã, em Campos do Jordão, conhecer mais sobre as tradições da terrinha. O clima da Serra da Mantiqueira traz é ideal para saborear uma deliciosa receita de caldo verde preparada especialmente em nossa casa Portuguesa. Terei o prazer de oferecer uma gastronomia tradicional da terrinha acompanhada de um exímio vinho!

Conheça a história do tradicional Azulejo Português

Encontrados em igrejas, palácios e espaços públicos, os azulejos atravessaram gerações fazem parte da história de Portugal

A tradição e o desenvolvimento das peças começaram no ano de 1498 quando D. Manuel I, Rei de Portugal, viaja à Espanha e se encanta com os interiores mouriscos e a multiplicação das cores nos revestimentos das paredes. Eram azulejos feitos de cerâmica com pouca espessura, geralmente em formato quadrado e com uma das faces feita de vidro, impermeável e brilhante. Foi assim, com sua vontade de trazer a mesma ideia de decoração vista em Sevilha, Toledo e Saragoça, que o azulejo hispano-mourisco chega a Portugal.

A palavra azulejo tem origem árabe que significa pequena pedra polida utilizada para desenhar mosaico bizantino. Porém, outros temas eram desenhados na superfície como por exemplo relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosa e outros elementos decorativos, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para a expressão artística nacional, empregues nas paredes, palácios, jardins, igrejas, conventos e outros. Sua chegada ao país já apresentava uma forte influência do gosto europeu por uma particular estética portuguesa que veio de causas contemporâneas.

Outra influência se determinou pelo império português ultramarino, tendo um papel significante na diversidade das formas com uma junção de temas e elementos de artes de outras civilizações, transmitidos pelo processo de aculturação. Os azulejos portugueses se tornaram uma base de referência para a expressão artística portuguesa há séculos, representado como algo importante, mais do que simplesmente um elemento decorativo, espelhando os ideais de um povo e sua solidariedade ao intercâmbio cultural. As ilustrações são consideradas uma das criações mais originais da cultura, com sua riqueza de cores e criação de cenários deslumbrantes recheados de histórias e mentalidades de cada época.

 

Agora deixo meu convite para vir até o Restaurante Vila Chã e conhecer mais sobre as tradições portuguesas, acompanhado de uma deliciosa gastronomia. Te espero!

A arte da Harmonização

O complemento que a bebida traz ao prato proporciona sensações únicas ao paladar

Não existe uma regra geral sobre harmonização, afinal, quando falamos sobre paladar, estamos falando sobre um campo muito diversificado, que varia muito de pessoa para pessoa. A premissa fundamental dessa arte é combinar o alimento e o vinho, sem que nenhum dos dois se sobressaia entre os sabores apresentados.

A estrutura do prato e do vinho devem ser levados em consideração para a composição dos sabores, os elementos como temperos, acidez, aromas, doçura e intensidade são de extrema relevância nessa construção.

As formas mais comuns de harmonização são feitas por similaridade ou contraste. Quando a opção é similaridade, os sabores devem ser próximos, se complementando pelo que tem em comum. Já o contraste, como o próprio nome diz, busca o equilíbrio entre a comida e o vinho entre as distinções que cada um apresenta.

Com uma extensa carta de vinhos, aqui no Restaurante Vila Chã podemos oferecer aos clientes e amigos opções incríveis de harmonizações, com os diversos pratos de nosso cardápio. Venha fazer uma visita à nossa Casa Portuguesa, caso precise de ajuda na escolha, estarei a disposição para sugestões.

Mas, hoje vou deixar algumas dicas para vocês poderem propagar essa arte também em casa.

Quando for fazer a construção de um prato e um vinho lembre-se que uma sensação deve contrapor a outra. Primeiramente, deve-se equilibrar a dureza e a maciez. A dureza do vinho é constituída por seus taninos, pela acidez e pelo sabor. Já a dureza da comida é composta por tendência ácida e amarga. O oposto disso na bebida é a doçura e o álcool e nos alimentos é a gordura e o sabor doce.

Para uma comida gordurosa , o ideal é contrapor um vinho de grande frescor, por uma tendência muito simples: a gordura seca o paladar e a acidez faz salivar, limpando a boca. Essa ideia se repete também para a dureza da comida, que temos que equilibrar com a maciez do vinho.

Portanto, para acertar na harmonização, procure provocar sensações opostas entre os vinhos e os alimentos. Se optar por uma harmonização por similaridade, procure associar características em comum, por exemplo, se a comida for estruturada, mais estrutura o vinho deve ter.

Produção de vinhos: Conheça alguns tipos de uvas

A variação do fruto, o modo de produção e a identidade da vinícola compreendem na diversidade de rótulos

Como um bom apreciador de vinhos, gosto sempre de ter experiências diferentes a cada degustação e por isso sempre me permito fazer diferentes harmonizações. As características de cada rótulo são o que permitem as novas descobertas e essas peculiaridades são proporcionadas por uma série de fatores e um deles é a variedade de uvas utilizadas na elaboração dos vinhos. Por isso, hoje eu trouxe um pouco sobre as castas mais conhecidas nesse processo. Conheça:

Chardonnay: são as uvas mais conhecidas na produção dos grandes vinhos brancos e aos excelentes espumantes. Se adapta facilmente aos diferentes tipos de solo e clima, por isso é cultivada na maioria das regiões vitivinícolas do mundo e produz diferentes tipos de vinhos, desde os leves, frescos e frutados para serem consumidos jovens, até os encorpados e complexos.

Cabernet Sauvignon: Esta é a cepa mais conhecida entre as produções de vinhos tintos e uma das uvas de maior prestígio, que podem ser cultivadas em diversas regiões de climas temperados e quentes. Os rótulos oriundos dessa variação são complexos e elegantes, ideais para amadurecimento em carvalho que, com o tempo, desenvolvem o equilíbrio característico de amargor e aroma.

Sauvignon Blanc: De origem francesa e com grande prestígio, esta uva produz rótulos com aromas intensos e acidez características, secos e refrescantes, carregam traços frutados. Além da tradicional região produtora, a Nova Zelândia é o país do novo mundo que mais se identifica com esta cepa, com colheitas em diferentes estágios de maturação, elaborando produtos de alta qualidade

Malbec: É a uva tinta cultivada na Argentina e produz os emblemáticos vinhos desse país. Com cor intensa e frutados, os rótulos produzidos desta uva são intensos e macios e possuem tons florais como de violetas. A complexidade e elegância pode ser alcançada com o amadurecimento em carvalho e com isso vinhos de alta qualidade reconhecidos mundialmente.

Merlot: Originária de Bordeaux (França) produz vinhos sedosos e com aromas de frutos vermelhos maduros. Amadurece muito bem em carvalho, obtendo complexidade e elegância com bom potencial de guarda.

Pinot Noir: Apta para o cultivo em climas frios, produz vinhos leves e meio encorpados, com aromas muito acentuados e elegantes na composição. Esta cepa é caracterizada pelas variações do cultivo de sua origem, a Borgonha na França e também faz parte dos excelentes espumantes de Champagne, combinada com outras variações.

Syrah: Com origem ainda muito discutida, é considerada uma das mais antigas uvas que se tem conhecimento. Os vinhos são estruturados, perfumados e com bom potencial de guarda, segundo seu tipo de elaboração. No Novo Mundo se destaca na Austrália, onde é comum achá-la em cortes com Cabernet Sauvignon.

Carménère: De procedência francesa, apareceu no Chile cultivada junto à Merlot e é responsável pela produção de vinhos, com notas de frutas vermelhas e especiarias, de cor intensa e com boa estrutura tânica.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas e deixo o convite para apreciarem os rótulos incríveis produzidos em todo o mundo com essa variações de castas, encontre o que mais te agrada em meu Empório e saúde!

Viajando pelos vinhos de Portugal: Herdade dos Grous

O ambiente rural permite passeios tranquilos e garante a produção dos excelentes rótulos

Se o Alentejo reflete o Novo Mundo do vinho em Portugal, a Herdade dos Grous é um dos maiores testemunhos. A propriedade com cerca de 700 hectares, com uma belíssima paisagem rural, um hotel de charme, olival e criação de animais característicos da região, reserva 10% de sua área para a elaboração de vinhos de alta gama, em estilo internacional. Quem arquitetou o projeto da Herdade dos Grous e gere as inúmeras atividades, especialmente a vinificação dos tintos e brancos, é o reputado enólogo Luis Duarte.

 

 

Os vinhos da Herdade dos Grous, produzidos sempre em pequena quantidade, são a expressão máxima do Alentejo moderno – ricos, complexos e cheios de fruta, caíram rapidamente no gosto dos apreciadores portugueses. Para elaborá-los, Luis Duarte conta com vinhedos que seguem o cultivo sustentável, com rega controlada gota-a-gota, e uma adega de alta tecnologia, dotada de lagares com temperatura controlada e salas refrigeradas para a fermentação dos vinhos em barrica de carvalho francês.

O nome da vinícola remete a uma ave comum da região – o grou –, muito bonita, com plumagem colorida, simbolizando a filosofia de respeito e gratidão pelo meio ambiente.

Unindo vinho, agropecuária e turismo, a Herdade do Grous é um dos locais indispensáveis para se visitar em Portugal. As vinhas são um convite à quem quer conhecer como funciona a produção da bebida, o visitante pode se hospedar no hotel e apreciar as diversas atividade que o mesmo oferece.

 

 

Já os renomados vinhos que a Herdade dos Grous produz, você pode saborear exclusivamente no Vila Chã. Aproveite e harmonize com nossos deliciosos pratos portugueses, esperamos por você!

 

 

Portugal: lugares para visitar em sua viagem à terrinha

Com uma tradição cultural riquíssima, o país tem pontos turísticos e atrações que reúnem visitantes o ano todo

 

Muitos aspectos fazem de Portugal um destino imperdível, como as paisagens naturais deslumbrantes, a gastronomia peculiar e a famosa produção vinícola. Mas além disso, a tradição e a cultura do país são um cenário espetacular que vale a visita. Por isso, deixo aqui uma lista de lugares para não deixarem de visitar em uma viagem à Portugal:

 

Torre de Belém

Considerada um dos símbolos de Portugal, a Torre, que fica localizada às margens do Rio Tejo, foi construída para proteger a entrada dos navios que chegavam a Lisboa. Inaugurada em 1521, a fachada é repleta de imagens de santos, brasões, cruzes e o escudo real. Hoje ela recebe inúmeros visitantes por sua beleza incrível, carregada de história e arquitetura.

 

Mosteiro dos Jerónimos

O mosteiro português da Ordem de São Jerónimo é um marco da arquitetura manuelina portuguesa, sua construção se deu justamente a mando do Rei português Manuel I, responsável pela expansão marítima mundial, iniciada no século XV. Além da belíssima construção, os jardins e a fonte que rodeiam o Mosteiro são encantadoras e complementam o passeio.

Palácio Nacional da Pena

Construído no topo da Serra de Sintra, a 500 metros de altitude, o edifício reúne muitos estilos arquitetônicos e já se tornou um local imperdível entre os passeios em Portugal. Realizando um desejo do rei D. Fernando II, que transformou o antigo mosteiro no romântico e colorido palácio. Se por fora, o local já é encantador, por dentro é surpreendente a cada sala visitada.

Castelo de São Jorge

Um dos principais passeios de Portugal, o Castelo transmite um pouco do desenvolvimento do país ao longo dos tempos. Localizado em umas das colinas de Lisboa, a construção histórica permite ter visões impressionantes da cidade, é de tirar o fôlego!

Cabo da Roca

Localizado no litoral de Portugal, o lugar é conhecido como o ponto mais ocidental da Europa e encanta os visitantes com as belas paisagens, que unem imensas paredes de rochas ao mar. O Cabo fica no Parque Natural de Sintra-Cascais, na Freguesia de Colares (Sintra) e está a cerca de 40km da capital, Lisboa.

Bairro Alto

Entre ruas estreitas e ladeiras de pedras, o Bairro Alto é tranquilo durante a rotina diária, porém ao anoitecer torna-se um dos ponto de encontro mais conhecido de Lisboa. Nos bares e restaurantes você pode apreciar a verdadeira gastronomia portuguesa.

Praça do Comércio

Situada onde esteve o Palácio Real, antes do terremoto, a praça é a mais importante de Lisboa. Antigamente era o ponto de boas vindas aos navegantes e hoje é um dos locais mais visitados pelos turistas que apreciam o espaço e aproveitam para desfrutar das belas vistas.

Enfim, aqui estão alguns dos locais imperdíveis em uma viagem à Portugal, mas enquanto você programa a sua que tal aproveitar toda a atmosfera portuguesa aqui no Restaurante Vila Chã? Espero por vocês!

 

Empório: um novo conceito de comércio

Desde o início dos tempos, a negociação de mercadorias foi essencial para o desenvolvimento da sociedade

A comercialização de produtos surgiu da troca entre os produtores, que antigamente viram nas próprias necessidades uma oportunidade de negociação com outros fabricantes. Então, o que tinham de abundante ofereciam em permuta para a aquisição do que lhe era escasso.

Continuar lendo Empório: um novo conceito de comércio

Viajando pelos vinhos de Portugal: Herdade da Malhadinha Nova

Na região de Baixo Alentejo, a propriedade reflete tradição familiar na produção de vinhos

Alentejo é a maior região portuguesa, com um território de aproximadamente 27 mil km. Sua história é marcada principalmente por construções do período romano, com igrejas e castelos medievais, além de registros da passagem de fenícios e celtas. Um misto cultural e histórico que faz da região de Alentejo um dos principais destinos turísticos de Portugal e que atrai por seus monumentos, pela beleza da região costeira e, mais recentemente, para o turismo rural.

Continuar lendo Viajando pelos vinhos de Portugal: Herdade da Malhadinha Nova

Fondue, a receita que aquece

Tradicionalmente rústica, a receita de fondue hoje mostra sofisticação com diversos tipos de queijos

Acredita-se que a fondue foi inventada por camponeses que vivam nas altas montanhas da Suíça e não conseguiam ir até às cidades em busca de alimento, já que a região estava em meio à batalhas da Segunda Guerra Mundial. Mas com a necessidade de se alimentar, os camponeses passaram a aproveitar os restos dos queijos que produziam e a derretê-los em fogo alto. Para acompanhar, mergulhavam pedaços de pão à mistura de queijos derretidos e o prato estava pronto para comer.

Continuar lendo Fondue, a receita que aquece

Arroz: O típico costume Luso

O tradicional ingrediente acompanha a civilização desde sua origem e faz parte do nosso dia a dia há décadas

O plantio do arroz se mistura com a origem do próprio homem. Não se sabe ao certo as datas e locais em que se começou esse cultivo. A única constatação é de que o grão tenha surgido no continente Asiático e de lá tenha se espalhado para a Europa e depois para a América.

Continuar lendo Arroz: O típico costume Luso