Blog

Roteiro em Portugal: Centro Histórico de Porto

Portugal oferece uma verdadeira imersão cultural, o centro histórico de Porto é um desses lugares indispensáveis em sua viagem à terrinha

Desde 1996, o centro histórico de Porto é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Com origem medieval, o local abriga inúmeras atrações históricas e faz parte da área rodeada pela Muralha Fernandina, que protegia a cidade, no século XIV.

Além da vista para o Rio Douro, o centro histórico permite conhecer locais tradicionais que proporcionam passeios únicos na terrinha, com arquitetura e monumentos incríveis.

Estação de São Bento: o local é recoberto por azulejos pintados a mão que expõem a história dos transportes, as estações do ano, fatos históricos e geografia de Portugal, além de ser a principal estação de comboio, o espaço recebe feiras do livro, concerto e até jantares.

Palácio da Bolsa: este monumento nacional foi construído onde antes ficava o Convento de São Francisco. Após o mosteiro ser destruído por um incêndio, a classe mercantil do Porto arquitetou o prédio da bolsa de valores. O Palácio teve sua construção concluída no início do século XX e, hoje, abriga um restaurante requintado tornando o passeio deslumbrante, com sua decoração, salas e escadarias impecáveis.

Bairro da Sé: o bairro que deu origem ao Porto, é repleto de monumentos e detalhes que encantam os visitantes. A Catedral da Sé é a principal igreja do Porto e impressiona com sua arquitetura românica do século XII. Já a Rua Pena Ventosa exibe casas medievais, com charme e muita história. O passeio na Sé permite viver um pouco da tradição da terrinha, com o toque atual de urbanidade.

Torre dos Clérigos: com 76m de altura, a torre é o monumento mais alto da cidade. Lá do alto é possível observar as igrejas, as ruas e as pessoas caminhando. Construída no século XVIII, a torre foi desenhada por Nicola Nasoni e com seus 240 degraus proporciona uma vista única de Porto, em 360º.

Praça da Ribeira: à margem do Rio Douro, a praça sempre teve muito movimento graças a proximidade com o porto da cidade. Também com características medievais, a praça hoje é um local bastante apreciado pelos turistas que visitam o centro histórico de Porto.

Além do centro histórico de Porto, a terrinha está recheada de lugares incríveis. Depois dessa imersão em terras portuguesas, você pode conhecer um pouco mais da cultura lusa no Restaurante Vila Chã, aproveite para apreciar a tradicional gastronomia harmonizando com nossos vinhos exclusivos. Te espero!

Wine Day: degustação de vinhos no restaurante vila chã

No dia 2 de novembro, o Restaurante irá realizar o Wine Day, com a participação dos representantes da importação exclusiva do Vila Chã

Por volta dos anos 1793, deram à palavra “provador” um novo sentido, era aquele que tinha como ofício provar vinhos. Mais tarde, estudiosos franceses atribuíram à arte da experimentação de vinhos a palavra “degustar” que, ao longo dos anos, conquistou espaço e resultou em um campo amplo que passou a abranger qualidades sensoriais, apreciação e avaliação.

A crítica da bebida milenar ganhou ainda mais importância com o surgimento dos rótulos do Novo Mundo, valorizando as características intrínsecas do vinho, como sabor e aroma, e tornando a arte ainda mais notável.

Assim, além da contemplação essencial do vinho, a crítica tornou-se um saber que também agrega às suas propriedades a origem, a tradição e a história da bebida.

Hoje, são inúmeras as maneiras de avaliar tecnicamente um vinho e, por isso, faço aqui um convite muito especial a você que também aprecia bons rótulos e tudo que envolve essa tradicional bebida.

Nossa casa portuguesa irá proporcionar uma experiência única. No dia 2 de novembro, a partir das 19h, o Restaurante Vila Chã será palco do Wine Day: um evento para a degustações dos nossos rótulos exclusivos, com os responsáveis pelas importadoras das marcas.

  

 

Para participar conosco, você pode adquirir seu lugar pelo e-mail empório@vilacha.com.br ou no próprio Restaurante. O valor do ingresso é R$60,00 e conta com degustação, águas e acepipes. Além disso, metade desse valor será revertido em compra de vinhos no local.

Espero por vocês!

Restaurante Vila Chã
Av. Engenheiro Diogo de Carvalho, 99 – Capivari, Campos do Jordão/SP.
(12) 3663-4702

 

 

 

Viajando pelos vinhos de Portugal: Herdade do Esporão

O Esporão é uma tradicional herdade portuguesa, que incentiva cada vez mais os familiares a entrarem no negócio

Localizada na região de maior superfície geográfica em Portugal, o Alentejo, a Herdade do Esporão foi fundada em 1973 por José Roquette e Joaquim Bandeira. Como uma empresa familiar, o Esporão até hoje busca valorizar a tradição portuguesa, produzindo vinhos de excelente qualidade, tendo em vista a preservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

Parte dos roteiros mais conhecidos do enoturismo em Portugal, a Herdade oferece visita guiada e permite conhecer o processo de produção, as vinhas e de participar de uma degustação. Além disso, o local conta com restaurante, wine bar e pontos turísticos, como a Torre do Esporão e a Ermida de Nossa Senhora dos Remédios.

A região em que está localizada, apresenta variedade significativa de pomares e hortas, além de obter condições favoráveis para a agricultura, tais como grandes amplitudes térmicas.

Hoje, a Herdade possui mais de 60 hectares de vinhedos e mais de 80 hectares de olival. Enquanto isso, para a produção impecável dos reconhecidos rótulos do Esporão, a empresa também incorpora uvas da Herdade dos Perdigões e de outros parceiros, que reflete em 15% do volume total.

Dentre as produções mais reconhecidas estão os vinhos Assobio e Monte Velho, os quais vem conquistando bons apreciadores da bebida portuguesa.

No Restaurante Vila Chã, nossa carta de vinhos conta com exclusivos rótulos do Esporão, como Duas Castas e Verdelho Branco, ambos com sabor fresco e persistente.

Venha a nossa casa portuguesa e harmonize os vinhos do Esporão com nossos tradicionais pratos lusitanos. Espero por você para vivenciar essa experiência única!

Fado, o ritmo que cativou Portugal

Conhecido com um dos gêneros musicais mais característicos da terrinha, o Fado possui um papel importante na sociedade portuguesa

A história do Fado teve início nas décadas de 30 e 40, marcando presença em cinemas, teatros e rádios, além de se manifestar em momentos de lazer dos portugueses, dentro ou fora de casa, em ruas e vielas.

Provido de uma riqueza melódica, o Fado possui uma expressão artística e literária. Em sua essência, o estilo sempre carregou temas do cotidiano, com assuntos de emergência urbana e contextos populares da Lisboa oitocentista.

Aos poucos, os fadistas foram conquistando o mundo ao falarem de amor, ciúme, da noite e misérias da vida. O drama colocado nas letras de grandes poetas reflete até mesmo nas vestimentas dos músicos, que se apresentam sempre com roupas pretas.

Com o decorrer do tempo, surgiram também as famosas Casas de Fado, local onde era cantado o típico fado português, com forte interação entre músicos e compositores.

Além da voz do cantor, o som de um bom fado sempre vem acompanhado de um violino ou uma orquestra, porém é indispensável a presença da guitarra portuguesa.

O gênero musical sempre esteve muito presente em festas populares e beneficentes, tendo como época de ouro os anos entre 1946 e 1960, quando os fadistas já não se apresentavam mais em vielas, e sim em grandes palcos e também ouvidos em discos.

Da década de 90 até os dias de hoje, uma nova geração de intérpretes tem atraído turistas do mundo todo a Portugal, tornando esse estilo tão singular, em uma canção nacional.

São histórias singulares como essa, que sempre me encantam. De lá, trouxemos mais do que a gastronomia lusa, fazendo da nossa casa portuguesa um ambiente que te permite vivenciar um pouco da cultura lusitana.

Te espero no Restaurante Vila Chã!

 

 

O Tradicional Caldo Verde Português

Conhecida como uma das sete maravilhas gastronômicas portuguesas, se tornou uma sopa popular mundialmente

A sopa feita a base de couve e batatas teve sua produção iniciada no século XV em regiões do norte de Portugal, especialmente na província do Minho e Douro. Segundo a história, o caldo era preparado pelos trabalhadores do campo, que gostariam de oferecer aos seus convidados uma alimentação saborosa, com seus principais ingredientes. Porém, outros alimentos também eram incluídos na sopa como a mandioca e o chouriço, esse último por si só traz um contraste a composição do prato.

A receita foi se adaptando conforme ia passando por diferentes regiões. Contudo, se tornou tradição entre os portugueses, que hoje, costumam prepara-la nas noites frias de inverno. Geralmente o caldo é também acompanhado por broa de milho e, segundo pede a receita, um vinho para harmonizar. No Brasil, o caldo verde pode ser encontrado com alterações, apresentando outros ingredientes como o bacon e também a couve-manteiga, muito parecida com a couve-galega usada na receita original. Outro exemplo de adaptação da receita original que podemos ver é o caldo verde light.


E para você que gosta de preparar saborosas receitas como esta, é importante se atentar ao processo de seleção dos alimentos. Procure aqueles que são providos de uma agricultura sustentável, buscando a qualidade da refeição e tendo em vista o cuidado com o meio ambiente.

Enfim, deixo o meu convite para vir até o Restaurante Vila Chã, em Campos do Jordão, conhecer mais sobre as tradições da terrinha. O clima da Serra da Mantiqueira traz é ideal para saborear uma deliciosa receita de caldo verde preparada especialmente em nossa casa Portuguesa. Terei o prazer de oferecer uma gastronomia tradicional da terrinha acompanhada de um exímio vinho!

Truta: o típico peixe da Mantiqueira

As trutas encontraram na Mantiqueira o habitat ideal para sobrevivência e procriação

 No Brasil, a truta foi introduzida ao final da década de 40, em especial, nas regiões Sul e Sudeste. Sua presença é mais frequente em rios de planaltos, devido à necessidade de águas bem oxigenadas e frias para sua sobrevivência.  Por isso a espécie é bastante encontrada na Serra da Mantiqueira, lugar que apresenta condições climáticas favoráveis.

O peixe tem como principal característica uma carne muito saborosa e com um alto valor nutritivo. Sua estrutura é composta de presas bem agudas e um corpo alongado, podendo pesar mais de dois quilos e atingir até 60 centímetros. A cor de sua pele varia de acordo com a idade e o lugar onde vive, geralmente apresenta tons de castanho escuro, cinza esverdeado e amarelo. 

E, para você que gosta de cozinhar pratos típicos e deliciosos, separei algumas dicas de como usar a truta em sua receita!

A truta tem uma carne delicada e é cozida rapidamente, além disso o processo pode ser feito de diversas maneiras, desde micro-ondas até uma fogueira.

Sua pele possui um óleo natural que ajuda manter a umidade da carne, mas caso ela seja grelhada ou assada, o mais indicado é incluir algum molho ou até mesmo a manteiga. É necessário que o peixe seja bem limpo, eliminando o muco que recobre o couro com limão e água corrente.

No Restaurante Vila Chã, eu preparo uma truta muito saborosa, por isso deixo meu convite para que você venha provar essa prato em nossa tradicional casa portuguesa, em Campos do Jordão.

Mas, se você ficou curioso para saber mais sobre o típico peixe da Mantiqueira, confira a matéria que levou nossa receita de Truta com Crosta de Aveia.

Conheça a história do tradicional Azulejo Português

Encontrados em igrejas, palácios e espaços públicos, os azulejos atravessaram gerações fazem parte da história de Portugal

A tradição e o desenvolvimento das peças começaram no ano de 1498 quando D. Manuel I, Rei de Portugal, viaja à Espanha e se encanta com os interiores mouriscos e a multiplicação das cores nos revestimentos das paredes. Eram azulejos feitos de cerâmica com pouca espessura, geralmente em formato quadrado e com uma das faces feita de vidro, impermeável e brilhante. Foi assim, com sua vontade de trazer a mesma ideia de decoração vista em Sevilha, Toledo e Saragoça, que o azulejo hispano-mourisco chega a Portugal.

A palavra azulejo tem origem árabe que significa pequena pedra polida utilizada para desenhar mosaico bizantino. Porém, outros temas eram desenhados na superfície como por exemplo relatos de episódios históricos, cenas mitológicas, iconografia religiosa e outros elementos decorativos, assumindo-se em Portugal como um importante suporte para a expressão artística nacional, empregues nas paredes, palácios, jardins, igrejas, conventos e outros. Sua chegada ao país já apresentava uma forte influência do gosto europeu por uma particular estética portuguesa que veio de causas contemporâneas.

Outra influência se determinou pelo império português ultramarino, tendo um papel significante na diversidade das formas com uma junção de temas e elementos de artes de outras civilizações, transmitidos pelo processo de aculturação. Os azulejos portugueses se tornaram uma base de referência para a expressão artística portuguesa há séculos, representado como algo importante, mais do que simplesmente um elemento decorativo, espelhando os ideais de um povo e sua solidariedade ao intercâmbio cultural. As ilustrações são consideradas uma das criações mais originais da cultura, com sua riqueza de cores e criação de cenários deslumbrantes recheados de histórias e mentalidades de cada época.

 

Agora deixo meu convite para vir até o Restaurante Vila Chã e conhecer mais sobre as tradições portuguesas, acompanhado de uma deliciosa gastronomia. Te espero!

A arte da Harmonização

O complemento que a bebida traz ao prato proporciona sensações únicas ao paladar

Não existe uma regra geral sobre harmonização, afinal, quando falamos sobre paladar, estamos falando sobre um campo muito diversificado, que varia muito de pessoa para pessoa. A premissa fundamental dessa arte é combinar o alimento e o vinho, sem que nenhum dos dois se sobressaia entre os sabores apresentados.

A estrutura do prato e do vinho devem ser levados em consideração para a composição dos sabores, os elementos como temperos, acidez, aromas, doçura e intensidade são de extrema relevância nessa construção.

As formas mais comuns de harmonização são feitas por similaridade ou contraste. Quando a opção é similaridade, os sabores devem ser próximos, se complementando pelo que tem em comum. Já o contraste, como o próprio nome diz, busca o equilíbrio entre a comida e o vinho entre as distinções que cada um apresenta.

Com uma extensa carta de vinhos, aqui no Restaurante Vila Chã podemos oferecer aos clientes e amigos opções incríveis de harmonizações, com os diversos pratos de nosso cardápio. Venha fazer uma visita à nossa Casa Portuguesa, caso precise de ajuda na escolha, estarei a disposição para sugestões.

Mas, hoje vou deixar algumas dicas para vocês poderem propagar essa arte também em casa.

Quando for fazer a construção de um prato e um vinho lembre-se que uma sensação deve contrapor a outra. Primeiramente, deve-se equilibrar a dureza e a maciez. A dureza do vinho é constituída por seus taninos, pela acidez e pelo sabor. Já a dureza da comida é composta por tendência ácida e amarga. O oposto disso na bebida é a doçura e o álcool e nos alimentos é a gordura e o sabor doce.

Para uma comida gordurosa , o ideal é contrapor um vinho de grande frescor, por uma tendência muito simples: a gordura seca o paladar e a acidez faz salivar, limpando a boca. Essa ideia se repete também para a dureza da comida, que temos que equilibrar com a maciez do vinho.

Portanto, para acertar na harmonização, procure provocar sensações opostas entre os vinhos e os alimentos. Se optar por uma harmonização por similaridade, procure associar características em comum, por exemplo, se a comida for estruturada, mais estrutura o vinho deve ter.

Produção de vinhos: Conheça alguns tipos de uvas

A variação do fruto, o modo de produção e a identidade da vinícola compreendem na diversidade de rótulos

Como um bom apreciador de vinhos, gosto sempre de ter experiências diferentes a cada degustação e por isso sempre me permito fazer diferentes harmonizações. As características de cada rótulo são o que permitem as novas descobertas e essas peculiaridades são proporcionadas por uma série de fatores e um deles é a variedade de uvas utilizadas na elaboração dos vinhos. Por isso, hoje eu trouxe um pouco sobre as castas mais conhecidas nesse processo. Conheça:

Chardonnay: são as uvas mais conhecidas na produção dos grandes vinhos brancos e aos excelentes espumantes. Se adapta facilmente aos diferentes tipos de solo e clima, por isso é cultivada na maioria das regiões vitivinícolas do mundo e produz diferentes tipos de vinhos, desde os leves, frescos e frutados para serem consumidos jovens, até os encorpados e complexos.

Cabernet Sauvignon: Esta é a cepa mais conhecida entre as produções de vinhos tintos e uma das uvas de maior prestígio, que podem ser cultivadas em diversas regiões de climas temperados e quentes. Os rótulos oriundos dessa variação são complexos e elegantes, ideais para amadurecimento em carvalho que, com o tempo, desenvolvem o equilíbrio característico de amargor e aroma.

Sauvignon Blanc: De origem francesa e com grande prestígio, esta uva produz rótulos com aromas intensos e acidez características, secos e refrescantes, carregam traços frutados. Além da tradicional região produtora, a Nova Zelândia é o país do novo mundo que mais se identifica com esta cepa, com colheitas em diferentes estágios de maturação, elaborando produtos de alta qualidade

Malbec: É a uva tinta cultivada na Argentina e produz os emblemáticos vinhos desse país. Com cor intensa e frutados, os rótulos produzidos desta uva são intensos e macios e possuem tons florais como de violetas. A complexidade e elegância pode ser alcançada com o amadurecimento em carvalho e com isso vinhos de alta qualidade reconhecidos mundialmente.

Merlot: Originária de Bordeaux (França) produz vinhos sedosos e com aromas de frutos vermelhos maduros. Amadurece muito bem em carvalho, obtendo complexidade e elegância com bom potencial de guarda.

Pinot Noir: Apta para o cultivo em climas frios, produz vinhos leves e meio encorpados, com aromas muito acentuados e elegantes na composição. Esta cepa é caracterizada pelas variações do cultivo de sua origem, a Borgonha na França e também faz parte dos excelentes espumantes de Champagne, combinada com outras variações.

Syrah: Com origem ainda muito discutida, é considerada uma das mais antigas uvas que se tem conhecimento. Os vinhos são estruturados, perfumados e com bom potencial de guarda, segundo seu tipo de elaboração. No Novo Mundo se destaca na Austrália, onde é comum achá-la em cortes com Cabernet Sauvignon.

Carménère: De procedência francesa, apareceu no Chile cultivada junto à Merlot e é responsável pela produção de vinhos, com notas de frutas vermelhas e especiarias, de cor intensa e com boa estrutura tânica.

Espero ter esclarecido algumas dúvidas e deixo o convite para apreciarem os rótulos incríveis produzidos em todo o mundo com essa variações de castas, encontre o que mais te agrada em meu Empório e saúde!

Alheiras de Mirandela: a história por trás do embutido português

O prato é considerado uma das 7 Maravilhas Gastronômicas de Portugal

Na culinária lusitana, a alheira tem um lugar especial. Entre as variedades, a mais famosa é a Alheira de Mirandela, que tem sua história datada no fim do século XV.

A alheira é um enchido tradicional e conta, normalmente, com carne e gordura de porco, aves, pães de trigo, azeite e condimentos. Mas, naquela época, ficou conhecida justamente pela presença da carne de porco na receita.

O fato é que, naquele século em Trás-os-Montes, os judeus estavam sendo perseguidos pela Inquisição. Como a carne de porco é proibida para a religião judia, eles começaram a produzir alheiras com outros tipo de carne e pães.

Dessa maneira, se alimentavam sem chamar a atenção e passavam despercebidos pelos perseguidores, que não podiam diferenciar o tipo de alheira consumida por eles.

Mais tarde, as alheiras feitas pelos judeus caíram no gosto dos cristãos e a receita foi sendo difundida pela terrinha. Outras versões da história contam que a iguaria teria surgido como forma de conservar a carne dos animais que os criadores abatiam para consumo próprio.

Seja no tempero ou na escolha da carne, sem dúvida as alheiras ganharam ainda mais em qualidade ao longo do tempo e afirmaram mais uma tradição da culinária portuguesa. Hoje, é certo que se encontre Alheiras de Mirandela nas mesas lusitanas, assim como no Restaurante Vila Chã.

Em meu preparo, o típico embutido é frito em azeite de oliva, guarnecido de alhos laminadas, folhagens verdes e azeitonas pretas portuguesas. Além de saborear o delicioso prato, em nossa casa portuguesa você pode harmonizá-lo com vinhos de médio corpo, perfeitos para uma experiência gastronômica única.

Deixo aqui meu convite para você visitar o Restaurante Vila Chã e conhecer um pouco mais dos sabores da terrinha.